Os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia se estenderam ao espaço.

OneWeb (com sede em Londres, Inglaterra), uma startup de serviços de Internet via satélite, planejava lançar 36 satélites de Internet no dia 4 como parte de um plano para implantar um grupo de 648 satélites. No entanto, a agência espacial russa Roscosmos o impediu de implementar o plano. O satélite da OneWeb estava programado para lançar um foguete Soyuz de fabricação russa do Cosmódromo de Baikonur, na Rússia, no Cazaquistão, operado pela Arianespace da França. A OneWeb assinou um contrato de vários anos com a Rússia para lançamentos de satélites, com satélites a serem lançados usando apenas a Soyuz. No entanto, o governador da Roscosmos, Dmitry Rogozin, recusou-se a realizar o lançamento por causa das sanções que a Grã-Bretanha impôs à Rússia após a invasão russa da Ucrânia. A Roscosmos postou ontem no Twitter exigindo que o governo britânico venda todas as participações da OneWeb e garanta que a OneWeb não use o satélite para fins militares. A razão para este pedido foi "atitude hostil da Grã-Bretanha em relação à Rússia". Em entrevista ao Rússia 24, Rogozin pediu que o pedido fosse atendido até as 21h30, horário de Moscou, do dia 3. A OneWeb já colocou 428 satélites em órbita. O último lançamento foi em fevereiro. Após a falência da empresa em 2020, a empresa tem como objetivo adquirir clientes sendo resgatada pelo governo britânico e pela Bertie Global da Índia. O governo britânico não parece responder aos pedidos da Roscosmos. "Não há negociações na OneWeb. O governo britânico não venderá suas participações", tuitou Kwasi Kulteng, Ministro de Negócios, Energia e Estratégia Industrial, ontem.

Os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia se estenderam ao espaço.